Nadjia Awen – As Brasílias consciente, inclusiva e tolerante

Penso nas Brasílias que almejo para o ano de 2060 como o reflexo de sonhos inspirados em uma sociedade utópica, que queremos não só para nossa capital, mas para todo o globo e além. Estas são a Brasília consciente, a Brasília inclusiva e a Brasília tolerante.

A Brasília consciente é aquela cuja educação é capaz de proporcionar uma formação

suficientemente consciente. Consciente quanto à poluição, à inacessibilidade, ao racismo, às heranças escravistas, ao machismo, à luta de classes, à diversidade de gênero (e ausência deste), à intersexualidade, à marginalização e ao apagamento de inúmeras culturas, povos, autoras/es, seres humanos e momentos importantes para a construção da nossa história. Uma educação que visibiliza a cultura dos povos tradicionais brasileiros, que ensina os ricos conteúdos de vozes um dia silenciadas, que ressalta suas lutas e sacrifícios enfrentados, que reconhece e torna acessível o conhecimento que no passado nos foi ocultado. Que promove a consciência ecológica e sustentabilidade, a igualdade e respeito de gênero, de etnia e de classe. É a educação que influencia um impacto construtivo em todos os níveis e esferas sociais e ambientais.

A Brasília inclusiva é aquela em que ouvimos bom dia, boa tarde/noite a todos e todas nos jornais televisivos locais; em que na espera de chamadas, ouvimos “em breve você será atendido ou atendida”; em que temos atendimento às e aos clientes; em que a linguagem neutra (formal e informal) de gênero é utilizada sempre que cabível e todas as formas de existência e identidades de gênero são devidamente representadas no discurso, de forma equitativa e sem sexismo. É a cidade em que o acesso a tudo é para todes, em que a obra de cada construção foi pensada voltada para a acessibilidade de pessoas com qualquer tipo de deficiência ou dificuldade de locomoção, onde todas as informações estão acessíveis em braile e libras. É o lugar que inclui minorias; em que as áreas e pessoas periféricas recebem os mesmos tratamentos e oportunidades; em que mulheres assumem cargos de chefia tanto quanto homens e recebem o devido salário. É onde todas as pessoas, principalmente pretas, indígenas e travestis, estão incluídas de forma equitativa em uma sociedade com acesso à saúde, à educação, à família, ao trabalho, à qualidade e expectativa de vida e à garantia do cumprimento de nossos direitos humanos.

A Brasília tolerante é onde podemos usufruir de nosso livre arbítrio e liberdade de

expressão. Sem censura, sem ideais hegemônicos e patriarcais impostos como modelos a serem seguidos. Aonde não mais é necessário resistir, sendo possível existir e transitar em segurança, sem medo de ser assediada/o, agredida/o, violentada/o ou estuprada/o. A cidade em que corpos que não os masculinos podem sem expor sem julgamentos, em que shorts, mini saias, tops e demais vestes são toleradas sem qualquer tipo de consequência destrutiva, e o seio que amamenta a vida não mais choca quando visto. É cidade com tolerância religiosa, em que a satanista recebe o mesmo respeito que a cristã, independente da religião, pois aqui é possível expressar de forma identificável qualquer credo, religião/religiosidade, espiritualidade

ou ausência destas, desde que não prejudique ninguém, sem receio de ser vítima de

preconceito e violência. É a capital da tolerância 100% ética, que jamais tolera o

descumprimento dos direitos humanos, o genocídio, os discursos de ódio, a corrupção, o racismo, o machismo, a LGBTQIA+fobia ou qualquer forma de opressão, assim como faz todo o possível para reduzir os danos causados por essas questões.


SOBRE O PRODUTO:

O produto, por meio da literatura, apresenta a Brasília almejada para 2060 com a promoção de três valores fundamentais: a consciência, a inclusão e a tolerância. Dessa maneira, a obra idealiza a educação como ferramenta para a conscientização. Enquanto a linguagem, o acesso e oportunidades igualitárias são os meios para a inclusão social equitativa que promove qualidade e expectativa de vida, assim como a garantia do cumprimento de direitos humanos. Por fim, a tolerância é abordada numa perspectiva ética e justa, que tolera a diversidade e liberdade, jamais aceitando qualquer forma de opressão. Com o objetivo de exprimir, por meio desses três caminhos, a Brasília equitativa inspirada em uma sociedade utópica.

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