Gustavo Fontele Dourado – Coração Ciborgue


SOBRE O PRODUTO:

As ilustrações da proposta Coração Ciborgue fazem uma fabulação de parte do Distrito Federal em 2060 e dialogam visualmente com a cultura do cordel e do afrofuturismo. O produto apresenta cenas desse mundo onde há uma resistência cultural e pacífica contra o autoritarismo e as adversidades. Retrata um cenário de reconstrução e busca por equidade neste contexto especulativo. Duas cidades do DF representam dois projetos de desenvolvimento diferentes e conflitantes: Águas Claras é o capitalismo selvagem ao extremo, uma metrópole cyberpunk perto do colapso, e a Vila Areal é o mundo ideal em equilíbrio com a natureza, uma cidade sustentável e tecno-ecológica. A distopia e a utopia estão uma ao lado da outra. A Vila Areal-DF e este mundo são compostos por ciborgues, androides e humanes, e, neste local, todes conseguem viver juntes. Essa cidade vive um ambiente sustentável mediante produção de energia solar, reciclagem, casas inteligentes, agricultura saudável, arborização, pouca poluição e é permeado por identidades étnicas e culturais múltiplas. Destaca-se o Museu Cibernético de Cultura Popular e Cordel de Aisha (uma das residentes desta cidade), neste local há um acervo grande de cordel e bens da cultura popular. Essa cidade teve prosperidade e avanço na qualidade de vida ao longo de muitas décadas de história. Por outro lado, a metrópole cyberpunk Águas Claras se se expandiu muito pelas redondezas e juntou seus limites com a Arniqueira e o Areal, lá existe o risco cada vez iminente de acontecer um intenso terremoto. Tudo devido ao excesso de peso dos inúmeros prédios que afundam tanto o solo quanto a sua bacia hidrográfica, causando o risco de a cidade desabar. Águas Claras degrada o meio ambiente e tudo é acelerado pela destruição do cerrado nesta urbe específica. Com o colapso e o desastre natural em Águas Claras, a violência e a destruição só aumentam entre as ruínas. Milícias tomam o que restou das cidades e Aisha decide lutar culturalmente ao lado de um grupo para diminuir a violência da região e inspirar a reconstrução da cidade com intervenções nas ruínas – desafiando as milícias recém-formadas por meio da arte. As artes mostram trechos dessa luta por equidade e contextos desse mundo. A intenção é desconstruir estereótipos sobre o Areal, trazer um olhar regionalizado para o futuro e divulgar mais os produtos culturais feitos sobre a cidade. E questionar sobre projetos e formas de viver que buscamos para o futuro.

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