Zenas – Meu DF de 2060

Meu DF de 2060

O DF que quero

Neste nosso primeiro século

É aquele retoma e reconta

Suas histórias mal contadas

E vomita a verdade amontoada

Dentro das gavetas de nossa memória:

As trajetórias

Do povo que o sustenta…

Esse é o meu DF

De 2060.

O DF que quero

Quando os 100, enfim, chegarem

É aquele que só vê na cultura e na arte

A verdadeira redenção

E que dá a atenção merecida,

Não a museus das bíblias,

Mas ao funcionamento do Teatro Nacional

E tudo o que aquilo que ele representa…

Esse é o meu DF

De 2060.

O DF que quero

Quando chegar o centenário

É mais justo e igualitário

E o direito à moradia

É algo irrevogável

Para não vermos, com frieza,

Os crescentes corpos estirados

Nos viadutos e na rodoviária cinzenta…

Esse é meu DF

De 2060.

O DF que quero

É aquele que sabe que a educação é única via

De promoção da consciência crítica e da cidadania

É um onde a escola

É lugar de discussão sobre raça, gênero, classe, homofobia

Tudo aquilo que nossa sociedade precisa

Para se construir sadia e plena…

Esse é meu DF

De 2060.

O DF que quero

Nas décadas que vão correr

É aquele onde todos possam se reconhecer

Como parte dos espaços

E pintores ao menos de um traço

Desse sofrido, bonito e complexo quadro

que sempre nos alenta…

Esse é o meu DF

De 2060. 


SOBRE O PRODUTO:

O texto propõe, em uma estética/ritmo bastante semelhante à do repente, um exercício de comparação entre o DF que temos hoje e aquele que sonhamos para o futuro. Para isso, aborda pontos essenciais como o descaso em relação a arte e a cultura na Capital; a necessidade de se discutir moradia e a crescente população em situação de rua. Além disso, traz à luz a absoluta urgência das escolas abordem temas fundamentais como raça, classe, gênero, homofobia, entre outros. Acredita-se que só assim se  construirá essa sociedade mais justa que tanto se almeja. A obra é uma espécie de oração acalentadora de alguém que ama o DF e acredita na construção de um caminho melhor, diferente, no sentido de que somente quando acertarmos as contas com o povo que construiu, mantém e dá vida a essas cidades, poderemos construir esse futuro.

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